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Franquia reduzida x prêmio no seguro auto: como comparar?

30/09/2026
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A escolha entre tabela franquia reduzida x prêmio seguro auto costuma aparecer no momento em que a cotação chega com duas ou três opções de franquia e um valor de prêmio diferente para cada uma. A dúvida é legítima: aceitar uma franquia menor significa desembolsar menos se houver um sinistro, mas pagar mais todo ano pela apólice. Aceitar uma franquia maior faz o caminho inverso. Não existe resposta única, porque o que decide essa equação é o seu perfil de uso, o seu carro e a sua tolerância a assumir risco.

Este texto organiza essa decisão em números. Você vai ver como franquia e prêmio se relacionam, o que muda entre as faixas normal, reduzida e majorada, e um exemplo hipotético com valores fictícios para enxergar a mecânica da troca. Também trazemos o que quase nenhuma comparação mostra: o ponto de equilíbrio entre a economia na franquia e o custo extra no prêmio, a leitura em cenários de um, dois e três sinistros na mesma vigência e o efeito da franquia reduzida em carro financiado.

Ao final, você terá um roteiro para comparar propostas sem se enganar com a coluna do preço e um checklist de perguntas para levar ao corretor antes de fechar.

O que é franquia e o que é prêmio no seguro auto

Franquia e prêmio são as duas pontas de uma mesma equação financeira no seguro auto. O prêmio é o valor que você paga à seguradora para manter a apólice ativa durante a vigência, normalmente 12 meses. A franquia é a parte do prejuízo que fica com você quando um sinistro coberto acontece. Entender como essas duas variáveis se relacionam é o primeiro passo para não pagar nem de menos — ficando exposto — nem de mais, com uma proteção que não cabe no orçamento.

No mercado brasileiro, a franquia costuma ser expressa em reais ou em percentual sobre o valor do veículo, dependendo da apólice. A escolha entre franquia reduzida, normal ou majorada altera diretamente o prêmio anual. Essa relação não é linear e varia conforme seguradora, perfil do motorista e modelo do carro, o que torna a comparação entre propostas uma tarefa que exige método, não apenas intuição.

Franquia: o valor que sai do seu bolso no sinistro

A franquia é a participação obrigatória do segurado no custo de um sinistro. Se o conserto de uma colisão custar R$ 8.000 e a franquia contratada for de R$ 3.000, a seguradora paga R$ 5.000 e você paga R$ 3.000 diretamente à oficina credenciada. A franquia é cobrada por evento, ou seja, cada sinistro coberto gera uma nova aplicação desse valor. Danos a terceiros, em coberturas de responsabilidade civil facultativa, geralmente não têm franquia — a regra vale para danos ao próprio veículo, como colisão, incêndio e roubo ou furto.

Existe uma diferença importante entre franquia e participação obrigatória que poucos contratos explicam com clareza. Na franquia clássica, a seguradora só indeniza o que exceder o valor estipulado. Na participação obrigatória, o segurado arca com um percentual do prejuízo, qualquer que seja o montante. Para o consumidor, o efeito prático é parecido: há sempre uma parcela do sinistro que não será reembolsada. Verificar qual modalidade está descrita nas condições gerais evita surpresa na hora do acionamento.

Prêmio: o que você paga todo ano para manter a apólice

O prêmio é o preço do seguro, pago à vista ou parcelado, e remunera a seguradora pelo risco que ela assume durante a vigência. Ele é calculado com base em uma combinação de fatores: perfil do condutor, garagem, CEP, uso do veículo, modelo, ano, histórico de sinistros e, claro, a franquia escolhida. Quanto maior a franquia, menor tende a ser o prêmio, porque o segurado assume uma fatia maior do risco. O artigo sobre perfil de risco no seguro auto detalha como cada variável entra nesse cálculo.

O prêmio não é um valor fixo imutável: ele é recalculado a cada renovação conforme o bônus acumulado, a sinistralidade da carteira e as mudanças no perfil do condutor. Um detalhe que costuma passar despercebido é que o prêmio também embute custos administrativos, tributos como o IOF e a remuneração do corretor. Por isso, comparar apenas o preço final de duas propostas sem olhar a estrutura de cada uma pode levar a conclusões erradas sobre qual franquia realmente custa menos.

Por que franquia reduzida aumenta o prêmio (e vice-versa)

A relação entre franquia e prêmio obedece a uma lógica simples de transferência de risco. Quando você contrata uma franquia reduzida, está dizendo à seguradora que quer arcar com uma parte menor do prejuízo em caso de sinistro. Em troca, ela cobra mais pelo prêmio, porque o risco assumido por ela aumenta. O contrário também vale: aceitar uma franquia majorada transfere mais risco para você e reduz o custo anual da apólice.

Essa troca não é proporcional em termos absolutos. Reduzir a franquia de R$ 3.000 para R$ 1.500 pode elevar o prêmio em um percentual que varia bastante conforme a seguradora e o veículo. Não existe uma regra fixa de mercado; o que existe é um cálculo atuarial feito caso a caso. Por isso, a decisão entre franquia reduzida e prêmio menor precisa ser testada em cenários concretos, com números reais da sua cotação.

A lógica atuarial: quem assume o risco paga menos

O seguro funciona como um rateio de riscos entre milhares de segurados. A seguradora calcula a probabilidade de sinistro para cada perfil e precifica o prêmio de forma que o total arrecadado cubra os sinistros esperados, as despesas e a margem. A franquia é um mecanismo que reduz a frequência de acionamentos e o custo médio por sinistro. Quando ela é baixa, mais segurados acionam a apólice para danos pequenos, o que encarece a carteira inteira.

Do ponto de vista atuarial, a franquia reduzida também muda o comportamento do segurado, fenômeno conhecido como risco moral. Quem sabe que pagará pouco em caso de sinistro tende a acionar o seguro com mais frequência, inclusive para reparos que poderia custear sozinho. A seguradora precifica esse comportamento embutindo um custo adicional no prêmio. O artigo sobre quando vale a pena acionar o seguro para dano pequeno explora essa decisão em detalhe.

Franquia normal, reduzida e majorada: o que muda em cada uma

As seguradoras brasileiras costumam oferecer pelo menos três faixas de franquia para a cobertura compreensiva. A franquia normal é o padrão de mercado, calculada como um percentual do valor do veículo ou um valor fixo intermediário. A reduzida fica abaixo desse patamar e encarece o prêmio. A majorada fica acima e barateia a apólice.

  • Franquia normal: equilíbrio padrão entre risco assumido e prêmio pago
  • Franquia reduzida: menor desembolso no sinistro, prêmio anual mais alto
  • Franquia majorada: maior desembolso no sinistro, prêmio anual mais baixo

Nem toda seguradora oferece as três faixas para todos os modelos. Veículos de alto valor, importados ou com peças caras costumam ter franquias mínimas mais elevadas. O seguro auto para carro importado tem particularidades que afetam diretamente essa escolha. Antes de decidir, confirme quais faixas estão disponíveis para o seu carro e o seu CEP.

Tabela: franquia reduzida x normal x majorada e o impacto no prêmio

A tabela abaixo é um exercício hipotético, com valores fictícios, para ilustrar a mecânica da relação franquia-prêmio. Ela não representa uma cotação real de nenhuma seguradora e não deve ser usada como referência de preço. O objetivo é mostrar a direção e a magnitude aproximada das variações, que mudam conforme veículo, perfil e companhia.

Faixa de franquia Franquia para colisão Prêmio anual estimado Variação vs. normal
Reduzida R$ 1.500 R$ 4.800 +20%
Normal R$ 3.000 R$ 4.000 0%
Majorada R$ 6.000 R$ 3.400 -15%

Os percentuais de variação usados aqui são estimativas em faixa, não dados apurados de mercado. Em cotações reais, a diferença entre franquia reduzida e normal pode ser maior ou menor que 20%, dependendo da seguradora, do modelo do carro e do perfil do condutor. A tabela serve apenas como ponto de partida para você entender o que está comparando quando recebe propostas.

Como ler a tabela sem se enganar com valores fictícios

O erro mais comum ao interpretar uma tabela como essa é fixar o olhar apenas na coluna do prêmio e concluir que a franquia majorada é sempre a melhor escolha. Isso ignora o outro lado da equação: o desembolso no sinistro. No exemplo, a economia de R$ 600 por ano entre a franquia normal e a majorada desaparece no primeiro sinistro, quando a diferença de franquia é de R$ 3.000. A leitura correta cruza as duas colunas em cenários de uso.

Outro ponto que merece atenção é a franquia para roubo e furto, que costuma ser diferente da franquia para colisão. Em muitas apólices, o roubo tem franquia própria, às vezes menor ou até zerada em produtos específicos. Ao comparar propostas, peça a tabela de franquias completa, por cobertura, e não apenas o valor da colisão. Isso evita comparar uma apólice com franquia de roubo zerada contra outra com franquia de roubo de R$ 3.000 como se fossem equivalentes.

Exemplo numérico: 3 anos de apólice com e sem sinistro

Considere o mesmo carro hipotético da tabela, com prêmio de R$ 4.000 na franquia normal e R$ 4.800 na reduzida. Em três anos, a diferença de prêmio acumulada é de R$ 2.400 a favor da franquia normal. Se o motorista não tiver nenhum sinistro no período, ele economizou R$ 2.400 escolhendo a franquia normal. Se tiver um único sinistro de colisão, a franquia reduzida economiza R$ 1.500 naquele evento — menos do que os R$ 2.400 pagos a mais no prêmio ao longo dos três anos.

A conta muda quando o cenário tem dois sinistros. Com duas colisões no período, a franquia reduzida economiza R$ 3.000 em franquias (R$ 1.500 por evento, contra R$ 3.000 da normal), superando o custo extra de R$ 2.400 no prêmio. O saldo fica positivo em R$ 600 para a franquia reduzida. Esse exercício mostra que a decisão não depende de preferência, mas de uma estimativa honesta de quantas vezes você tende a acionar o seguro no período analisado.

O ponto de equilíbrio: em quantos meses a franquia reduzida se paga

O ponto de equilíbrio, ou break-even, é o momento em que a economia gerada pela franquia menor iguala o custo extra pago no prêmio. Calcular esse ponto antes de fechar a apólice transforma uma decisão emocional em uma decisão aritmética. A lógica é simples: divida o custo adicional anual da franquia reduzida pela economia que ela gera por sinistro. O resultado mostra quantos sinistros, em média, você precisaria ter para a escolha valer a pena.

Esse cálculo é especialmente útil para o chefe de família que já tem seguro e está decidindo entre renovar com a mesma franquia ou mudar de faixa. Ele também serve para o gestor de frota que precisa justificar a escolha de franquia para a diretoria. Em ambos os casos, o break-even tira o achismo da conversa e coloca números objetivos sobre a mesa. O guia de comparação entre seguradoras complementa essa análise com método para isolar variáveis.

Cálculo do break-even entre economia no sinistro e custo extra no prêmio

A fórmula funciona para qualquer par de faixas: custo extra anual do prêmio ÷ economia por sinistro na franquia = sinistros por ano necessários para empatar. Se o resultado for maior que a sua frequência esperada de sinistros, a franquia mais barata no prêmio vence. Se for menor, a franquia reduzida compensa. O cálculo ignora juros e correção monetária, mas é preciso o suficiente para orientar a decisão na maioria dos casos.

Cenários: nenhum sinistro, um sinistro e dois sinistros no período

No cenário de nenhum sinistro em três anos, a franquia normal não gera nenhum custo de franquia. É o melhor resultado possível para quem aceita a franquia padrão. No cenário de um sinistro, a franquia normal ainda sai na frente. A franquia reduzida só começa a ganhar a partir do segundo sinistro no período.

  • Zero sinistros: franquia normal vence
  • Um sinistro: franquia normal vence
  • Dois sinistros: franquia reduzida vence
  • Três sinistros: franquia reduzida vence

Esses números são hipotéticos e servem para ilustrar a mecânica, não para prever o seu caso. A frequência de sinistros varia muito conforme o uso do carro, a região e o perfil do condutor. Quem roda diariamente em corredores de tráfego intenso tem probabilidade maior de colisões leves do que quem usa o carro apenas aos fins de semana e guarda em garagem fechada.

Quando a franquia reduzida compensa de verdade

A franquia reduzida não é um produto ruim nem um luxo desnecessário: ela é uma ferramenta de gestão de risco que atende perfis específicos. O primeiro perfil é o motorista com alta probabilidade de sinistros leves, como colisões de baixa velocidade em trânsito urbano. O segundo é o segurado que não tem reserva financeira para arcar com a franquia cheia de uma só vez. Nesses dois casos, pagar mais no prêmio para diluir o custo do sinistro pode ser uma decisão racional, não um desperdício.

Há ainda um terceiro perfil, menos óbvio: o motorista de aplicativo ou quem usa o carro como ferramenta de trabalho. Para esses, um dia parado esperando conserto representa perda de receita, e a franquia menor acelera a decisão de acionar o seguro. O artigo sobre seguro auto para motorista de aplicativo detalha as particularidades dessa contratação, que costuma ter regras próprias de franquia.

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Motorista inexperiente ou carro de uso diário em cidade grande

Motoristas recém-habilitados têm estatisticamente mais sinistros de pequena monta, como batidas em manobras, retrovisores e para-choques. Para esse perfil, a franquia reduzida pode significar a diferença entre consertar o carro rapidamente ou adiar o reparo por falta de dinheiro para a franquia cheia. O mesmo vale para quem dirige todos os dias em cidades grandes, onde o risco de colisão leve é maior simplesmente pela exposição ao trânsito.

Nesses casos, a decisão pela franquia reduzida deve ser acompanhada de uma revisão do perfil de risco completo. Um motorista inexperiente com carro de alto valor pode ter prêmio tão elevado que a franquia reduzida se torne proibitiva.

Quem não tem reserva financeira para arcar com a franquia cheia

Uma franquia de R$ 6.000 pode ser impagável para quem vive com o orçamento justo, mesmo que o prêmio da apólice caiba confortavelmente. Nesse cenário, a franquia reduzida funciona como um parcelamento forçado: em vez de desembolsar R$ 6.000 de uma vez no sinistro, o segurado paga algumas centenas de reais a mais por ano no prêmio. É uma troca de liquidez por custo, e pode ser a única opção viável para quem não tem reserva de emergência.

A ressalva importante é que a franquia reduzida não elimina o desembolso no sinistro, apenas o diminui. Mesmo com franquia de R$ 1.500, é preciso ter esse valor disponível quando o evento acontecer. Se nem isso for possível, o problema não é a faixa de franquia, mas a ausência de uma reserva mínima. Nesse caso, a conversa com o corretor deve incluir a revisão das coberturas para adequar o prêmio ao orçamento, e não apenas a troca de franquia.

Quando aceitar a franquia normal e pagar menos prêmio

A franquia normal é a escolha de equilíbrio para a maioria dos motoristas com histórico limpo e uso moderado do veículo. Ela oferece um desembolso de sinistro administrável sem inflar o prêmio anual. O perfil que mais se beneficia é o condutor experiente, que roda pouco, guarda o carro em garagem e não tem sinistros recentes. Para esse grupo, pagar mais por franquia reduzida é estatisticamente um mau negócio.

A decisão pela franquia normal também faz sentido para quem tem disciplina financeira e consegue manter uma reserva equivalente ao valor da franquia. Essa reserva funciona como um autosseguro: em vez de pagar a seguradora para assumir o risco, o segurado assume ele mesmo, com a vantagem de que, se não houver sinistro, o dinheiro continua no bolso. O artigo sobre franquia reduzida no seguro residencial mostra que a mesma lógica se aplica a outras modalidades.

Quem roda pouco, tem garagem e histórico limpo

A quilometragem anual baixa reduz diretamente a exposição ao risco. Um carro que roda 5.000 km por ano, majoritariamente em trajetos conhecidos e com garagem fechada nos dois extremos, tem probabilidade muito menor de sinistro do que um carro que roda 20.000 km em trânsito urbano pesado. Para o primeiro perfil, a franquia normal ou até a majorada é a escolha matematicamente superior na maioria dos cenários.

O histórico limpo também influencia: quem não aciona o seguro há cinco anos ou mais acumulou bônus que reduzem o prêmio. Optar pela franquia normal nesse contexto preserva o custo anual baixo e mantém o bônus intacto, já que a franquia em si não afeta o bônus — o que afeta é o acionamento. A lógica de renovação sem perder bônus é semelhante no auto e vale a leitura para entender o mecanismo.

Quem consegue manter reserva equivalente à franquia

Manter uma reserva financeira igual ao valor da franquia normal transforma o risco em custo administrável. Se a franquia é de R$ 3.000 e você tem esse valor aplicado em uma reserva de emergência, o sinistro não desequilibra o orçamento. Nesse cenário, pagar prêmio maior por franquia reduzida significa pagar por uma proteção que você já tem, na forma de liquidez própria. A franquia majorada, com prêmio ainda menor, pode ser considerada por quem tem reserva robusta.

A decisão, porém, não deve ignorar o custo de oportunidade. O dinheiro parado na reserva rende pouco, enquanto o prêmio adicional da franquia reduzida seria pago anualmente. A comparação correta é entre o custo extra do prêmio e o rendimento que a reserva deixaria de ter se fosse usada para pagar a franquia. Na prática, para a maioria dos perfis, a franquia normal com reserva equivalente é a combinação mais eficiente entre custo e proteção.

Erros que encarecem a comparação entre franquia e prêmio

Comparar franquia e prêmio sem isolar as demais variáveis da apólice é o erro mais caro que um comprador pode cometer. Duas propostas com prêmios parecidos podem esconder diferenças enormes em coberturas, assistências, carências e regras de franquia. A economia aparente de uma franquia majorada pode evaporar quando se descobre que a apólice não cobre vidros, ou que a assistência 24h tem limite de quilometragem que não atende o seu uso.

O segundo erro clássico é comparar propostas de seguradoras diferentes como se fossem a mesma apólice. Cada companhia tem sua própria tabela de franquias, seus critérios de perfil e suas regras de bônus. Uma proposta com prêmio menor pode ter franquia maior, cobertura mais enxuta ou carência para determinados eventos. O artigo sobre comparação entre seguradoras ensina a montar uma planilha que iguala as variáveis antes de olhar o preço.

Comparar prêmios de seguradoras diferentes como se fossem a mesma apólice

Cada seguradora precifica o risco com modelos próprios, o que gera variações de prêmio para o mesmo carro e o mesmo perfil. Essas variações não significam necessariamente que uma apólice é melhor ou pior, mas que os critérios de aceitação e precificação diferem. Comparar o prêmio da seguradora A com franquia normal contra o prêmio da seguradora B com franquia reduzida é comparar grandezas diferentes, como se fossem equivalentes.

O método correto é fixar as variáveis antes de comparar: mesma faixa de franquia, mesmas coberturas, mesmos limites de assistência, mesmo valor de tabela FIPE de referência. Só depois de igualar esses itens é que o prêmio vira um critério válido de decisão. Um corretor multimarcas faz esse trabalho de equalização, o que é uma das vantagens de contratar por corretora em vez de direto com a seguradora.

Ignorar coberturas, carência e assistência 24h na conta final

A assistência 24h é um dos itens mais subestimados na comparação de propostas. Para quem viaja com frequência, a diferença de limite de guincho entre apólices vale centenas de reais por evento. O mesmo vale para carro reserva: algumas apólices incluem 7 dias, outras 15, e outras cobram à parte. Ignorar esses itens para focar apenas na franquia distorce a comparação.

As carências também merecem atenção, especialmente em coberturas como roubo e furto. Coberturas adicionais, como vidros, faróis e retrovisores, podem ter franquias próprias ou serem isentas. Pedir o detalhamento completo de cada cobertura antes de decidir é o que separa uma compra consciente de uma aposta.

Como comparar franquia e prêmio na prática, em 5 passos

A comparação entre franquia e prêmio pode ser organizada em um método de cinco passos que qualquer comprador consegue aplicar. O objetivo é chegar à cotação com clareza sobre o que está sendo comparado e quais variáveis importam para o seu caso. Sem esse método, a tendência é decidir pelo menor prêmio e descobrir depois que a franquia escolhida era incompatível com a sua realidade financeira.

  1. Defina a quilometragem anual estimada e o uso principal do carro
  2. Estime, com honestidade, quantos sinistros você tende a ter em três anos
  3. Peça cotações com as três faixas de franquia para o mesmo conjunto de coberturas
  4. Calcule o break-even de cada faixa usando a fórmula de custo extra por sinistro
  5. Cruze o resultado com a sua reserva financeira disponível para franquia

Esse passo a passo não exige conhecimento técnico, apenas disciplina para não pular etapas. A estimativa de sinistros é o item mais subjetivo, mas pode ser calibrada com o histórico próprio e com a orientação do corretor, que conhece a sinistralidade típica do seu perfil e da sua região. A Maior Seguros, com mais de 27 anos de mercado e parceria com as maiores seguradoras do país, tem estrutura para rodar essas simulações em múltiplas companhias ao mesmo tempo.

Checklist para levar à cotação

Levar um checklist à cotação evita que itens importantes fiquem de fora da conversa. O documento deve conter os dados do veículo, o perfil dos condutores, o uso do carro e as coberturas desejadas. Também é útil anotar o valor da reserva de emergência disponível, pois isso define o teto de franquia que você consegue pagar sem se endividar.

  • Modelo, ano, versão e valor de referência do veículo
  • CEP de pernoite e CEP de circulação principal
  • Idade, estado civil e tempo de habilitação de todos os condutores
  • Quilometragem anual estimada e uso principal do carro
  • Valor da reserva financeira disponível para cobrir franquia
  • Coberturas desejadas além da compreensiva: vidros, carro reserva, assistência ampliada

Perguntas que você deve fazer ao corretor antes de fechar

O corretor é a fonte mais confiável de informação sobre as regras específicas de cada seguradora. Fazer as perguntas certas encurta o caminho entre a cotação e a decisão. As perguntas abaixo abordam os pontos onde a maioria das apólices escondem detalhes que afetam o custo real da franquia e do prêmio.

  • Qual é a franquia de cada cobertura, não apenas a de colisão?
  • Existe carência para roubo, incêndio ou colisão nesta apólice?
  • A assistência 24h tem limite de quilometragem ou de eventos por ano?
  • O carro reserva está incluído por quantos dias e em quais situações?
  • Como a troca de franquia na renovação afeta o bônus acumulado?
  • Há produto complementar que dispense a franquia, como o Mobi Live?

Essas perguntas não têm resposta única: variam conforme a seguradora e a apólice. O papel do corretor é justamente traduzir essas condições para o seu caso concreto, sem jargão. A comparação entre contratar por corretora ou direto mostra por que essa intermediação tem valor prático na hora de equalizar propostas.

Perguntas frequentes sobre franquia reduzida e prêmio

As dúvidas sobre franquia reduzida e prêmio se repetem entre motoristas que já têm seguro e estão avaliando a renovação. As respostas abaixo consolidam os pontos centrais deste artigo em formato direto, sem repetir o que já foi explicado nas seções anteriores. Cada resposta considera as regras gerais do mercado brasileiro, com a ressalva de que as condições específicas dependem da apólice contratada.

Franquia reduzida sempre significa prêmio mais caro?

A magnitude da elevação varia conforme o perfil do condutor, o modelo do veículo e a política de precificação da companhia. Entre seguradoras diferentes, porém, é possível encontrar uma proposta com franquia reduzida e prêmio menor que outra com franquia normal, simplesmente porque as bases de cálculo são distintas.

Posso trocar de franquia na renovação sem perder bônus?

A troca de faixa de franquia na renovação não afeta o bônus acumulado. O bônus está vinculado ao histórico de sinistros, não à franquia contratada. O que pode acontecer é a seguradora recalcular o prêmio da nova franquia com base no perfil atualizado, o que pode gerar um valor diferente do esperado. A renovação é o momento ideal para reavaliar a faixa de franquia, porque o histórico recente de sinistros já é conhecido.

Vale a pena franquia reduzida em carro financiado?

Em carro financiado, a decisão de franquia segue a mesma lógica de um carro quitado, mas com um agravante: o segurado já carrega a parcela do financiamento no orçamento, o que reduz a folga para arcar com a franquia cheia em caso de sinistro. A franquia reduzida pode ser uma proteção contra o desequilíbrio financeiro de ter que consertar o carro e continuar pagando a parcela. O artigo sobre seguro auto para carro financiado detalha as exigências das instituições financeiras.

Se eu nunca bater, paguei prêmio mais caro à toa?

Se você contratou franquia reduzida e não teve nenhum sinistro na vigência, pagou mais pelo prêmio sem usar a vantagem da franquia menor. Isso não significa que a escolha foi errada: a decisão foi tomada com base em uma expectativa de risco que não se concretizou. O seguro é, por natureza, uma proteção contra eventos incertos. O que o histórico de zero sinistros permite é recalibrar a escolha na renovação, migrando para a franquia normal ou majorada com mais confiança.

A decisão entre franquia reduzida e prêmio menor é, no fim, uma decisão de gestão de risco pessoal. Não existe resposta universal: existe a resposta que cabe no seu orçamento, no seu uso do carro e na sua tolerância a desembolsos inesperados. Consultores de seguros especializados, como os da Maior Seguros, conseguem rodar os cenários com cotações reais de múltiplas seguradoras e mostrar, em números, qual faixa de franquia faz sentido para o seu caso — sem promessa de economia, com base no que a matemática do seu perfil indica.

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