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Campinas: roubo de carro cresce 51,6%

terça-feira, 5 de maio de 2009 - Fonte: Correio Popular

O roubo de veículos foi o crime que mais cresceu em Campinas no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), o aumento foi de 51,6% entre janeiro e março em comparação com o mesmo período de 2008. Os furtos de veículos também cresceram 19,2%, assim como os casos de roubo ao patrimônio, com aumento de 7,4%. Segundo a Polícia Civil, além do avanço dos desmanches clandestinos, o crescimento da criminalidade pode estar ligado às fraudes contra seguradoras.

De acordo com os dados da SSP, foram 1.225 roubos de veículos este ano contra 808 em 2008. Os casos de furtos de carros, que em 2008 somaram 902, este ano chegaram a 1.075. Com relação aos roubos ao patrimônio, foram 2.590 este ano contra 2.412 no mesmo período de 2008. A professora Natali Seleguini Carrenho Gehringer, de 22 anos, e seu marido, o vendedor André Luiz Gehringer de Brito, de 25, integram essa estatística. Eles tiveram o veículo roubado e incendiado após um assalto no começo de março no Parque Oziel.

A professora pedia ajuda por telefone a Brito quando três bandidos chegaram e anunciaram o assalto. “Eles gritaram ‘desce vagabunda’ e eu, do outro lado da linha, fiquei desesperado. Não sabia se era um assalto, um sequestro ou qualquer coisa do tipo. A ligação caiu e eu não conseguia mais falar. Só depois de 20 minutos é que ela conseguiu um telefone e ligou para mim, dizendo que tinha sido vítima de um assalto”, contou o vendedor.

Além do carro, o casal perdeu os salários do mês — estavam com ela para depósito no banco —, aparelho de GPS e celular. Só não levaram uma pasta de trabalho da professora, que implorou para a deixarem. “Era o primeiro carro zero-quilômetro da gente. Acredito que eles incendiaram o carro por não conseguir vendê-lo.”

Combate

No Estado, os números acompanharam os de Campinas. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento de roubo de veículos foi de 33%, enquanto os furtos tiveram aumento de 14,5%. Os roubos contra o patrimônio apresentaram crescimento de 19,13%. Em função disso, o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, anunciou que o governo concentrará esforços para reduzir os roubos e os policiais que integram grupos operacionais atuarão também na investigação.

Em Campinas, por exemplo, a Polícia Civil está montando um esquema em parceria com a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal (GM) para montar bloqueios em algumas vias com objetivo de identificar veículos roubados. Além disso, o Setor de Roubos e Furtos de Veículos da Delegacia Seccional recebeu reforço do Setor de Crimes contra o Patrimônio para desmantelar quadrilhas especializadas em roubos e furtos de veículos. “Agora, nós temos mais homens no setor que estão debruçados sobre os casos de forma a coibir esse tipo de crime. Além disso, os trabalhos estão bem divididos, o que otimiza os resultados”, afirmou o delegado seccional Paulo Tucci.

Na região do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter-2), responsável pela Polícia Civil da maior parte da região de Campinas, os casos de roubo e furto de veículos também aumentaram no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a SSP, o percentual foi de 49,4% e 7% nos dois tipos de crime, respectivamente. Ao todo, foram registrados 1.919 roubos de veículos e 2.918 furtos, contra 1.284 e 2.728, respectivamente. Em recente entrevista ao Correio, o diretor do Deinter-2, Paulo Bicudo, disse que serão feitas operações para combater os tipos de crime.

Para polícia, golpe pode estar relacionado à crise

A relação do aumento nos roubos de veículos com fraudes contra as seguradoras foi feita pelo delegado seccional de Campinas, Paulo Tucci. Segundo ele, a suspeita é de que o momento de crise “força” as pessoas a entregarem seus carros para desmanches clandestinos e cobrar do seguro o reembolso, alegando roubo ou furto. “Nós temos sentido um aumento nos casos de fraudes contra seguradoras, e a relação que fazemos com a crise é de que as pessoas ganham mais recebendo o valor do seguro do que vendendo o veículo no mercado comum. O preço de um carro usado caiu muito”, disse Tucci.

Já com relação aos desmanches irregulares, o delegado afirmou que a polícia está fazendo um levantamento em parceria com a Prefeitura. Após isso, serão feitas operações específicas para combater o comércio ilegal. De acordo com ele, existem cerca de cem desmanches cadastrados na 7ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). A Prefeitura tem registrados 322 estabelecimentos classificados como ferro-velho e sucata, agência de peças e acessórios para automóveis e comércio de peças usadas. Não existe uma estimativa de quantos estabelecimentos clandestinos operam na cidade. Em março, uma operação da equipe do Setor de Roubos e Furtos de Veículos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) fiscalizou 20 desmanches em ferros-velhos de veículos. A operação tinha como objetivo verificar o funcionamento dos estabelecimentos. (VBF/AAN)

O NÚMERO

650 MIL CARROS É a frota estimada em Campinas.



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